História da olivicultura no Brasil


História da olivicultura no Brasil

A origem do azeite de oliva extra virgem data de mais de 6 mil anos, quando o produto era usado como medicamento. O óleo era usado pelos povos da mesopotâmia como aliado contra o frio, protegendo a pele das temperaturas baixas. O cultivo das oliveiras para extração do azeite, teve origem na Síria antiga e posteriormente explorado pelos povos egípcios e armênios. A árvore tinha ainda grande importância na Grécia Antiga, mencionada inclusive, em passagens mitológicas. Daí a importância histórica do azeite na dieta mediterrânea, conhecida e explorada hoje no mundo todo.

No Brasil, a introdução das oliveiras ocorreu no período colonial, plantadas próximo a igrejas em decorrência do "Domingo de Ramos". Pessoas comuns e fazendeiros plantaram outras árvores, sem fins comerciais e algumas pessoas plantaram olivais que apresentaram pequenas produções. Com medo de que a cultura se tornasse forte no país, a coroa portuguesa ordenou que os olivais fossem cortados e proibiu a continuidade do negócio, com medo de que o Brasil se tornasse concorrente direto de portugal na produção. Por um longo período, a cultura foi desprezada no Brasil, por pessoas que desacreditaram a população que não era lucrativo e sequer possível produzir um azeite de oliva de qualidade no país.

Há cerca de 12 anos, o pensamento passou a mudar e então começaram os primeiros plantios para fins comerciais no país. A concentração das fazendas está nos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Minas Gerais e São Paulo, sendo o clima o principal responsável pela escolha das regiões sul e sudeste no investimento com as oliveiras. São necessárias cerca de 300 horas por ano de temperaturas abaixo dos 12º, além de todos os cuidados com o solo e água, para que se produza uma quantidade ideal de azeitonas em cada oliveira. 

Os produtores brasileiros já provaram que esta é uma cultura possível no país e vêm registrando novos recordes a cada safra, destacando-se pela sua qualidade, jovialidade, frescor e baixa acidez. No Rio Grande do Sul, por exemplo, terra da Fazenda Mato Grande da Verde Louro, a produção da safra 2019, praticamente triplicou em relação ao ano anterior. Passou de 58 mil para  175 mil litros.

Certo é que a cada ano que passa adquirimos mais experiência e nos destacamos pela qualidade do azeite reconhecida no mundo todo. Em 2019, ficamos com a melhor colocação entre os azeites brasileiros, no prêmio que contabiliza as classificações da safra de azeites do mundo todo, o que só prova que o nosso trabalho vem dando certo.



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